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Aumentos das temperaturas vão ‘assar’ a Península Ibérica.

por alho_politicamente_incorreto, em 18.11.20

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As temperaturas da Península Ibérica vão aumentar de forma “muito preocupante” durante este século. O alerta é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que prevê até 2100 aumentos da temperatura média de 2 a 3 graus ao longo de todo o ano, o suficiente para causar graves impactos no meio ambiente e, por consequência, na saúde pública. Em Portugal há mesmo regiões que poderão registar aumentos de 4 a 5 graus centígrados nas máximas diárias.

 

As implicações poderão ser enormes”, alerta o investigador David Carvalho. Com base nos aumentos de temperatura detetados no estudo que coordenou, o cientista do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA antevê que “o número de dias por ano com temperaturas máximas acima dos 40 graus centígrados poderão aumentar até cerca de 50 dias por ano no final deste século”.

 

Ou seja, sublinha, “daqui a algumas décadas poderemos ter 3 meses por ano onde as temperaturas máximas diárias são acima de 40 ºC, se bem que esta tendência é mais predominante no centro-sul de Espanha e não tanto para Portugal”. Aumentos que, a acontecerem, “trarão de certeza consequências significativas para a saúde humana, mas principalmente para o meio ambiente e em áreas como a agricultura, os fogos florestais, a desertificação ou a seca”.

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Subida dos termómetros em todas as linhas

Publicado na revista Climate Dynamics, o estudo assinado pelos investigadores do CESAM David Carvalho, Susana Cardoso Pereira e Alfredo Rocha projetou e analisou as temperaturas de superfície na Península Ibérica para dois períodos futuros, o primeiro de 2046 a 2065 e o outro de 2081 a 2100.

 

Os resultados apontam para aumentos da temperatura diária, não só da média como também da máxima e da mínima, para praticamente todo o território da Península Ibérica. As temperaturas máximas diárias aumentarão mais do que as médias e as mínimas serão as que aumentarão menos.

 

No entanto, existe uma grande variação espacial nestes aumentos de temperatura: para Portugal os aumentos andarão à volta dos 1,5-2 graus centígrados para o período 2046-2065 e de 2-3 graus centígrados para 2081-2100 em termos de temperatura média diária. No caso da temperatura máxima, o aumento poderá chegar aos 4-5 graus centígrados no final do século.

 

As zonas projetadas para terem maiores aumentos de temperatura são as zonas centro e sul de Espanha, onde poderão ultrapassar os 5 graus centígrados em termos de temperaturas médias diárias.

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Os resultados das projeções “são, sem dúvida, muito preocupantes”, alerta David Carvalho, coordenador do estudo e investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA. O cientista explica a preocupação com os resultados: “Aumentos de cerca de 2-3 graus centígrados em termos de temperaturas médias, máximas e mínimas são suficientes para causar impactos em áreas vitais como agricultura, fogos florestais, seca, desertificação e respetivos impactos na saúde e bem-estar das pessoas”.

 

Quando os dados mostram aumentos de 5-6 graus centígrados em algumas zonas de Espanha e entre 1.5-3 graus centígrados para a maioria das zonas da Península Ibérica, isso é sem dúvida motivo de preocupação”, refere o investigador.

 

E como se já não bastasse, David Carvalho sublinha ainda a “unanimidade quase total nos dados de clima futuro no que diz respeito ao aumento generalizado de temperatura na Península Ibérica, em todas as estações do ano, zonas geográficas e tipo de temperaturas”, sejam elas médias, máximas e mínimas.

 

É urgente reduzir a emissão de gases

A emissão para a atmosfera de grandes quantidades de gases com efeito de estufa, como é o caso do dióxido de carbono e do metano, refere o cientista do CESAM, “são as principais causas para o aumento de temperatura que estamos já a assistir, e que serão amplificadas nas próximas décadas”.

 

As soluções para contrariar as subidas do termómetro são já conhecidas, mas David Carvalho sublinha-as mais uma vez: “apostar fortemente numa descarbonização do modelo socioeconómico em que vivemos, ou seja, usar meios de produção de energia que não impliquem a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera, apostar também num uso mais eficiente dos nossos recursos energéticos e evitar a necessidade de produção de tantos bens de consumo”.

 

O único caminho a seguir será gastar menos energia e recursos e ao mesmo tempo gerar a energia de que necessitámos sem emissão de gases com efeito de estufa”, resume David Carvalho.

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Os investigadores Filipe Teles, Sara Moreno Pires

Os investigadores Filipe Telas, Sara Pirtes e Armando Alves

 

A alimentação pesa 30 por cento na pegada ecológica dos portugueses, mais do que os transportes ou o consumo de energia. A percentagem faz de Portugal o país mediterrânico com a maior pegada alimentar per capita. A conclusão é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que deixa o alerta para uma balança muito desequilibrada: “Portugal importa 73 por cento dos alimentos e só o peixe e a carne ocupam cerca de metade do peso da pegada alimentar nacional”.

 

A Pegada Ecológica nacional, por habitante, é superior à biocapacidade do país ou do próprio planeta, o que siginifica que se todas as pessoas no mundo consumissem como os Portugueses, precisaríamos de 2,3 planetas Terra. 29 por cento dessa pegada diz respeito à alimentação, 20 por cento aos transportes e 10 por cento à habitação.

A pegada alimentar avalia em hectares globais (gha) a quantidade de recursos naturais que necessitamos para produzir o que comemos num ano. Sabendo que o país tem anualmente um ‘orçamento natural’ de 1,28 gha por habitante [valor de 2016], percebemos que só para nos alimentarmos ‘gastamos’ 1,08gha, ou seja, 84 por cento desse orçamento”, aponta Sara Moreno Pires, professora do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA.

 

Se dependêssemos exclusivamente da biocapacidade de Portugal para nos alimentarmos, refere a coautora do estudo, “ficaríamos com um saldo de 0,20 gha para todas as restantes atividades de consumo [transporte, habitação, energia, vestuário, etc.], se não quiséssemos ter défice ecológico”.

 

Mas grande parte da biocapacidade necessária para a nossa alimentação provém de outros países, como Espanha, França, Ucrânia ou mesmo China Senegal, o que implica uma pressão e uma dependência desses ecossistemas.

Portugal é, por esses motivos, o pior país de 15 países do Mediterrâneo no que diz respeito à Pegada Alimentar”, alerta Sara Moreno Pires.

 

Publicado recentemente na reconhecida revista científica internacional Science of the Total Environment, o estudo intitulado “Transição alimentar sustentável em Portugal: uma avaliação da pegada das escolhas alimentares e das lacunas nas políticas de alimentação nacionais e locais”, assinado por investigadores da UA e da Global Footprint Network, apresenta conclusões relevantes sobre a insustentabilidade dos padrões alimentares dos portugueses e a ainda frágil estrutura de políticas públicas para inverter esta tendência. Para além de Sara Moreno Pires, também pela UA Armando Alves e Filipe Teles assinam o trabalho.

 

Peixe nosso de cada dia

 

Portugal é o terceiro maior consumidor de pescado do mundo, com cerca de 61,7 quilos consumidos por pessoa em 2017 e 60 por cento da biocapacidade para produzir esse pescado vem de outros países, sendo Espanha um dos parceiros comerciais mais evidente. A elevada intensidade da Pegada Ecológica de peixes como o atum, espadarte e bacalhau (não considerando a Pegada associada ao seu transporte) são outra evidência, que aliados à sua força cultural na alimentação portuguesa, salientam ainda mais o impacto elevado do consumo de peixe na Pegada Alimentar.

 

Além disso, o estudo identifica uma dependência da biocapacidade de países estrangeiros (como a Espanha, França, Brasil, ou mesmo a China) para produzir recursos alimentares, de modo a satisfazer a procura dos portugueses, sendo as categorias mais dependentes as de “pão e cereais” (em que se importa quase 90 por cento dos hectares globais necessários à sua produção), “açúcar, mel, doces, chocolate, etc.” (com um importação na ordem dos 80 por cento) ou “gorduras alimentares” (com cerca de 73 por cento).

 

Para além da esperada relação comercial com Países Europeus, o estudo aponta uma dependência de países como Uruguai (na carne), África Ocidental e Senegal (no peixe), EUA (no leite e produtos lácteos), Argentina, Canadá e Brasil (nas gorduras alimentares ou frutos), ou China (nos frutos e nos vegetais).

 

Políticas locais imprescindíveis

 

Urge mudar hábitos alimentares e ter tolerância zero quanto ao desperdício”, sublinha Sara Moreno Pires garantindo que “o papel das políticas públicas é igualmente crítico para promover sistemas alimentares mais sustentáveis, desde a produção agrícola, ao processamento, à distribuição, ao consumo ou ao reaproveitamento dos alimentos, e para envolver todos nesta mudança”.

 

Dada a relevância de se estruturar e apoiar a governação das cidades em torno de sistemas alimentares mais sustentáveis, por estas desempenharem um papel fundamental na promoção de padrões alimentares resilientes e economicamente prósperos, pela sua proximidade e interação com diversos atores, este estudo identifica um conjunto de pontos fortes e fracos nas políticas de alimentação em seis cidades portuguesas: Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia.

 

Como importantes contributos dos municípios, o estudo destaca a sensibilização da população para a Pegada Ecológica da alimentação através de Calculadoras Municipais da Pegada Ecológica disponíveis nos websites destas Câmaras Municipais, a promoção de hortas urbanas, hortas sociais e hortas pedagógicas, ou iniciativas inovadoras como o Banco de Terra em Guimarães, através da sua Incubadora de Base Rural, ou a investigação agroalimentar, promovida pelo Município de Castelo Branco em parceria com o CATAA – Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar.

 

O Município de Vila Nova de Gaia destaca-se por inúmeras ações importantes, desde a divulgação de infografias de sustentabilidade alimentar na plataforma de educação a todos os encarregados de educação, a ações de avaliação do desperdício alimentar nas escolas ou cadernos de encargos para o fornecimento de refeições escolares promotoras da sustentabilidade alimentar. Este município é ainda signatário do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana, um importante compromisso político assumido por muitos autarcas do mundo inteiro em 2015, para o desenvolvimento de sistemas alimentares baseados nos princípios da sustentabilidade e da justiça social.

 

Das principais fragilidades identificadas pelos investigadores, a falta de recursos humanos adequados e com conhecimento especializado para trabalharem estas temáticas (com grupos multidisciplinares de profissionais qualificados, de nutricionistas a engenheiros florestais e agrícolas) ou de estruturas municipais para a promoção integrada de uma política de alimentação, são alguns dos fatores mais críticos. Destacam-se ainda o frágil suporte a circuitos agroalimentares curtos, que aproximem os produtores dos consumidores e a produção alimentar periurbana às cidades; a falta de regulamentação que promova compras públicas sustentáveis e a redução do desperdício alimentar; a ainda frágil colaboração entre as autarquias e diferentes setores (produtores, escolas profissionais, terceiro setor, empresas), bem como a falta de um compromisso político forte orientado para políticas alimentares locais. A falta de estratégias alimentares municipais ou de políticas integradas dedicadas à alimentação saudável e sustentável é disso um exemplo.

 

O estudo mostra que é necessário e urgente investir em mais informação (que identifique e avalie os impactos das iniciativas locais), mais recursos humanos, bem como na capacidade dos governos locais para promoverem sistemas alimentares equitativos, resilientes e sustentáveis. A coordenação entre atores e políticas, sobretudo a nível intermunicipal, ou mesmo nacional (nomeadamente com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) é um passo necessário, bem como a sensibilização de todos os intervenientes na cadeia alimentar (da produção, ao processamento, distribuição, consumo e resíduos) para a mudança de comportamentos, de forma permitir um olhar renovado sobre como os sistemas alimentares se podem tornar mais sustentáveis em Portugal.

 

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Sérgio Almeida, Carlos TRelvas e Alberto Montoya

 

De construção rápida, fácil, barata e sem gruas. Estas são as principais vantagens da solução inovadora de construção modular desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA). Já patenteado a nível nacional e a aguardar patente internacional, o sistema permite que os módulos possam ser fabricados em diferentes tipos de materiais e ser utilizados na construção de pequenas habitações e outras instalações permanentes ou temporárias.

 

“Trata-se de um sistema de construção modular baseado em blocos multifuncionais, cuja principal característica é permitir uma montagem rápida, segura e limpa que pode ser efetuada por qualquer pessoa”, aponta Carlos Relvas, o investigador do Departamento de Engenharia Mecânica da UA que concebeu o novo sistema.

 

“Em termos de sustentabilidade e de economia circular as construções resultantes deste sistema oferecem boas condições de habitabilidade e consumos energéticos mínimos, além de que os blocos são reutilizáveis permitindo alterações futuras”, aponta o cientista.

 

A conceção do sistema patenteado beneficiou de uma candidatura de projeto de I&D ao programa COMPETE 2020 – P2020, em co-promoção entre uma equipa de investigadores da UA (Carlos Relvas, António Ramos, Jorge Ferreira, Mónica Oliveira e Nelson Martins) e a empresa Dreamdomus, de onde resultou o seu nome de batismo “BrickITsmart” (www.brickitsmart.com ). O consórcio conta ainda com a participação do arquiteto Alberto Montoya.

 

Os estudos desenvolvidos no âmbito do projeto, permitem desde já concluir que os módulos garantem boas condições de habitabilidade e conforto e podem ser uma boa solução na utilização de espaços temporários multifuncionais ou até mesmo na criação de alojamento temporário nomeadamente residências para estudantes.

 

Reutilizável vezes sem conta

O BrickITsmart tem como principal caraterística a existência de um modulo base de 3x3 metros e 22,5 metros cúbicos que pode ser instalado em menos de 24 horas e com recursos mínimos, isto é, bastam uma ou duas pessoas para a sua instalação e sem recurso a gruas ou equipamentos auxiliares de elevação ou carga. A este módulo base podem ser acrescentados outros módulos idênticos ou com dimensões submúltiplo deste.

 

O sistema de construção modular, aponta Carlos Relvas, “é muito fácil de produzir, transportar e montar o que torna excelente a sua aplicação na construção pré-fabricada ou modular”. Este sistema “tem como elemento nuclear, um bloco dotado de uma geometria especifica que apresenta as seguintes vantagens: pode ser utilizado em paredes exteriores ou interiores; as paredes não racham, não precisam de manutenção e o seu acabamento interior e exterior pode ser personalizado”.

 

Leve, compacto, fácil de transportar e acondicionar, o investigador garante que o BrickITsmart permite uma montagem fácil e isenta de erros já que “a ligação entre os elementos é guiada, autoajustável, estável e desmontável, podendo ser montado em diferentes orientações atendendo à simetria dos encaixes de ligação”. Os blocos podem ser produzidos em diferentes tipos de materiais e serem reutilizados o número de vezes que se pretender uma vez que as ligações entre estes não é colada.

 

O desenvolvimento do sistema tem sido orientado para a sua utilização na área habitacional e de construção civil, mas o conceito poderá ser utilizado em outras áreas industriais, nomeadamente na indústria de mobiliário.

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Com a retoma das cirurgias e da atividade hospitalar, o consumo de sangue tem vindo a aumentar e as reservas nacionais têm já dois tipos de sangue em falta. Por isso, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apela aos portugueses para darem sangue, ajudando a salvar vidas.

 

“As reservas nacionais estão já a ressentir-se com o regresso da atividade hospitalar. Apelamos mais uma vez à dádiva por parte de pessoas saudáveis, principalmente os dadores ativos entre os 24 e os 45 anos. Apesar dos esforços realizados entre julho e agosto, há já falta de dois tipos de sangue: O+ e A+. Esta falta recorrente justifica-se com o facto de a maioria dos portugueses serem dos grupos sanguíneos A e O”, alerta Alberto Mota, presidente da FEPODABES.

 

Para realizar o processo, que consiste na colheita de cerca de 450mL de sangue e não demora mais de 30 minutos, o dador só precisa de ter pelo menos 18 anos, 50kg e ser saudável. Antes da dádiva, a FEPODABES recomenda que se deve tomar o pequeno-almoço, caso o processo seja realizado de manhã, ou esperar três horas se for após o almoço. O dador deve ainda hidratar-se com líquidos como a água ou o chá no dia anterior e no próprio dia e grandes períodos de exposição solar devem ser evitados.  Já depois do procedimento, o dador deve continuar a hidratar-se e deve evitar grandes períodos de exposição solar e exercício físico.

 

“A pandemia não deve ser motivo de medo. Estamos preparados para receber todos os que nos queiram ajudar, adotando todos os cuidados necessários”, refere ainda o presidente da FEPODABES.

 

No início deste mês, a FEPODABES lançou um vídeo de sensibilização dedicado aos mais jovens, sob o mote “Vamos Ser Heróis! Dê Sangue”. O objetivo passa por diminuir a média de idades dos dadores, relembrando que todos podemos ajudar, e incentivar os jovens adultos a fazê-lo enquanto motivam também os outros, através da divulgação do seu contributo nas redes sociais, com a hashtag #VamosSerHeróis.

 

Para ler mais informação sobre os locais oficiais de recolha de sangue, basta visitar o site da Federação em www.fepodabes.pt e www.dador.pt

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Aves marinhas fortemente afetadas por lixo da pesca

O alerta é de um grupo de biólogos da Universidade de Aveiro.

por alho_politicamente_incorreto, em 26.10.20

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A investigadora Rute Costa

O lixo marinho, principalmente o material descartado ou perdido com origem em atividades piscatórias, tem consequências severas para a conservação das aves marinhas. O alerta é de um grupo de biólogos da Universidade de Aveiro (UA) que, durante dez anos, estudou as causas que levaram milhares de aves feridas ou mortas até ao centro de reabilitação de animais marinhos que atua na costa centro de Portugal.

 

Durante o período de estudo (2008-2018) foram analisadas as 2918 aves marinhas de 32 espécies que deram entrada no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do ECOMARE. Entre as causas de admissão das aves – entre elas, captura acidental, trauma, emaciação, doença ou intoxicação – quase 6,9 por cento (201 aves) traziam sinais de emaranhamento. Destas, 82 por cento dos casos referem-se a materiais relacionados com a pesca como anzóis, linhas e redes.

 

Mas os números estão muito aquém da realidade. “Como só conseguimos contabilizar os animais emaranhados que conseguiram dar à costa ou sobreviveram o tempo suficiente para chegar à costa, o problema está consideravelmente subestimado”, aponta Rute Costa, bióloga do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, uma das unidades de investigação da UA.

 

Não nos é possível quantificar o número exato de aves enredadas na costa centro, muito menos no total da costa nacional, mas podemos dizer que será certamente muito superior aos 6.9 por cento (201 aves) apresentado no estudo”, garante a coordenadora da investigação.

 

O cenário, garantem os investigadores, é “preocupante”. Rute Costa aponta que “os valores apresentados neste estudo mostram claramente o impacto deste tipo de lixo nas aves marinhas e a importância para que o cenário encontrado seja modificado”.

 

Para diminuir o número de aves afetadas, nomeadamente pelos materiais usados pelos pescadores, aconselha, “é necessária mais fiscalização por parte das autoridades”. Além disso, acrescenta, “devem ser feitos mais esforços na consciencialização de pescadores principalmente para que os materiais particularmente perigosos, como resíduos de equipamentos de pesca, sejam eliminados de forma segura”.

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A Educação e a Pandemia - Ciclo de Tertúlias Digitais do PSD Albergaria.

Partilho o essencial da minha intervenção.

por alho_politicamente_incorreto, em 01.06.20

Foto retirada daqui

O que é que a Escola (professores, alunos, famílias) aprendeu com a pandemia COVID-19?

Num primeiro momento, a resposta aprendemos a valorizar o que é essencial. E a Escola está entre o que é essencial para o bem-estar e progresso das sociedades contemporâneas.

Importa puxar o filme atrás. Naquela semana de março, que culmina com a decisão de encerrar as escolas em Portugal, as declarações do Primeiro-Ministro apontavam para a manutenção em funcionamento de todos os estabelecimentos de ensino.

A perceção que ficou foi que o encerramento terá sido forçado pela União Europeia. O encerramento das escolas nunca foi desejado: logo, não foi antecipado nem preparado.

Ficou claro que não havia estratégia nem plano. Veja-se o exemplo: a ESCOLA PÚBLICA passou a subsistir graças aos computadores dos Professores e das famílias; graças à internet paga por Professores e famílias; graças à eletricidade paga por Professores e famílias.

Com a poupança na manutenção dos edifícios e noutras despesas correntes que baixaram para níveis simbólicos, o Ministério da Educação (ME) poderia ter-se articulado com as operadoras para disponibilizar a alunos e professores tarifários mais acessíveis. Nem os sindicatos, nem as organizações representativas dos Pais e Encarregados de Educação se lembraram de empunhar esta bandeira, ditada pelo mais elementar bom senso.

Portanto, com a interrupção da atividade letiva presencial imposta pela pandemia, era – e é! - imperativo que:

  1. Não se agravassem as desigualdades e injustiças que a escola pública, num regime de aprendizagem presencial, sempre se preocupou em esbater, atenuar;
  2. Não consentir que, com o Ensino à Distância (E@D), se avaliasse a condição socioeconómica das famílias.

 

E como é que isto se consegue? Como se operacionaliza? Difícil. Contava que o ME, mais do que a conta gotas, divulgar princípios e orientações, explicasse COMO SE FAZ.

 

Em conclusão: a ESCOLA, os professores aprenderam, uma vez mais, a reinventarem-se, entrando num regime de jornada laboral sem limite horário, origem da exaustão que todos estão a sentir. Os alunos, numa situação que nunca anteciparam ou sonharam, aprenderam a valorizar a ESCOLA e a estimar o que ela tem e significa para o seu crescimento integral e harmonioso. As famílias, estou certo, com GRANDE sacrifício, adaptaram-se a esta conjuntura de extraordinária exigência e creio que voltaram a ver a Escola e os Professores como parceiros que a sociedade não pode negligenciar ou hostilizar; bem pelo contrário, deve reconhecer e valorizar.

 

Não pode prescindir dos afetos, do sentimento, do olhar, da cumplicidade que o ensino presencial possibilita. Ali está o enriquecimento social e pedagógico que são determinantes para alcançar o pleno sucesso educativo. E deles depende a eficácia comunicacional de quem ensina e aprende.

 

 

O que é que é necessário para que o ensino presencial se enriqueça com as tecnologias?

Resposta simples mas esclarecedora: o ensino presencial NÃO deve descaracterizar-se.

Entendo que se deve aproveitar e otimizar o melhor das novas tecnologias, mas numa lógica de complemento à ação humana, do Professor.

Mas para isso será necessário um verdadeiro Plano Tecnológico, a grande escala, para dotar escolas, alunos e professores dos equipamentos que estão claramente em falta.

Não pode prescindir dos afetos, do sentimento, do olhar, da cumplicidade que o ensino presencial possibilita. Ali está o enriquecimento social e pedagógico que são determinantes para alcançar o pleno sucesso educativo. E deles depende a eficácia comunicacional de quem ensina e aprende.

Atente-se no caso francês onde um conjunto de organizações da sociedade civil pondera colocar o Estdo em tribunal por estar a obrigar crianças e jovens a permanecerem, cinco horas por dia, em frente a um ecrã. Pediatras e psiquiatras antecipam m surto de doenças degenerativas daqui a 25/30 anos. O risco de doenças neurológicas e metabólicas bem como o risco de aumentos de disfunções sociais não pode ser negado ou desvalorizado.

Os professores não podem ser robôs e os alunos indivíduos passivos, sem vontade ou personalidade próprias.

Lendo a imprensa digital de alguns países da América Latina, percebe-se que há decisores políticos que se aprestam para, a pretexto desta situação de exceção, generalizarem e normalizarem alternativas,  que apostam no incremento do rácio professor/computador e aluno/computador, para obterem poupanças orçamentais.

Em resumo, o ensino presencial pode beneficiar muito mais do que já beneficia SE as novas tecnologias forem usadas numa lógica de complemento à ação do Professor, com peso e medida e SE as ESCOLAS, os Alunos e os Professores dispuserem de equipamentos que, em qualidade e quantidade, enriqueçam o processo de ensino e aprendizagem.

Por todo o mundo, as placas tectónicas dos sistemas educativos moveram-se. E por isso entendo que devemos aproveitar esta oportunidade, que pode ser única, para resolver problemas estruturais

 

O Ministro da Educação falou na possibilidade do b-learning (sistema híbrido). Estará a Escola (professores, alunos, famílias) preparados para esta revolução? Estará o ensino presencial em risco?

O ensino presencial não creio que esteja em risco.

E mesmo o sistema b-learning deverá ter – julgo eu – um caráter excecional e transitório, isto é, enquanto durar esta situação pandémica.

A ESCOLA, os Professores, os Alunos e as Famílias estarão tão mais preparados quanto o Estado crie as condições, nomeadamente através de um ousado Plano Tecnológico, para, TODOS, estarmos melhor apetrechados para elevarmos a nossa capacidade de resposta

Por todo o mundo, as placas tectónicas dos sistemas educativos moveram-se. E por isso entendo que devemos aproveitar esta oportunidade, que pode ser única, para:

 

  • Resolver a questão da obesidade dos curricula;
  • Resolver a questão da lógica de avaliação que deve imperar: ou a lógica de Ciclo ou a que decorre das Metas Curriculares, assente na anualização das aprendizagens;
  • Dimensionar turmas, horários e cargas curriculares;
  • Reorganizar rotinas, mormente no usufruto de espaços comuns;
  • Repensar procedimentos que, finalmente, contribuam para a desburocratização da função docente.

 

Há, ainda, uma questão muito sensível que gostaria que fosse cabalmente aclarada: o recurso às videoconferências, às videochamadas - ainda que recomendado e até estimulado - poderá estar a passar várias linhas vermelhas, nomeadamente o direito à imagem e o direito à privacidade de alunos (menores de idade) e professores.

Seria bom que o ME circunscreve-se o âmbito desta questão e a colocasse à Comissão Nacional de Proteção de Dados. Seria, a todos os títulos, lamentável que, mais tarde, viéssemos a concluir que se cometeram vários ilícitos tão fácil e rapidamente, mesmo que à custa do voluntarismo generoso de diretores e professores.

Resumindo:  julgo que a realidade está aí para demonstrar que estamos preparados para essa revolução SE também  o Estado fizer a sua parte no processo de criação de todas as condições para que professores, alunos e famílias tenham sucesso.

E, pelo que atrás disse, acho que o ensino presencial não está em risco, embora todos devamos estar atentos a eventuais derivas economicistas, que mais tarde pagaremos bem caro.

José Manuel Alho

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Hoje, pelas 22 horas.

por alho_politicamente_incorreto, em 29.05.20

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A situação no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, disponível aqui

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Natalidade versus Envelhecimento

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Mantendo esta lógica de proximidade e transparência, que não teme a prestação de contas, partilho em baixo teor integral da minha intervenção na sessão da passada sexta-feira, dia 28, da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha.

«Senhor Presidente,

A Fundação Francisco Manuel dos Santos, reconhecida pela sua independência política e fiabilidade técnica dos dados que disponibiliza, demonstra que em Albergaria-a-Velha:

  • No ano 2010, havia mais nascimentos que óbitos, evidência que originou um saldo natural positivo; coisa diferente se verificou, em 2018, com a gestão CDS-PP do Município, para uma situação de saldo natural negativo, em consequência do crescimento do número de óbitos e da redução do número de nascimentos;
  • A percentagem de gente jovem com menos de 15 anos em 2018, ficou, por comparação aos dados verificados em 2010, abaixo da média nacional;
  • A população residente, por comparação ao registado em 2010, diminuiu substancialmente em 2018, ou seja, uma redução de habitantes que representa uma variação negativa de 4,22% da população;
  • O índice de envelhecimento (idosos por cada 100 jovens) - abaixo da média nacional em 2010 - está, desde 2018, acima da média nacional;
  • O número de alunos do ensino não superior em 2018 diminuiu por comparação a 2010, representando uma variação negativa de 16,38% da população estudantil.

 

Face a este quadro de agravamento tão indesmentível quanto severo dos diversos indicadores relativos à NATALIDADE versus ENVELHECIMENTO desde que, por coincidência, os Senhores passaram a gerir os destinos da edilidade, somos obrigados a colocar questões que, em função das respostas, ajudarão a explicar tão preocupantes factos e tendências:

 

Apostaram na fixação de jovens casais no Município, uma opção que promoveria um aumento da população ativa e o número de nascimentos, melhorando o saldo natural e combatendo o aumento do índice de envelhecimento?

A resposta é não. Aliás, cumpre aqui lembrar que votaram contra a proposta que o PSD apresentou nesta Assembleia Municipal de utilizar um terreno que era propriedade do Município, na Vila das Laranjeiras, opção que permitiria construir 20 frações a custos controlados, disponibilizando-as a casais jovens por forma a aumentar a oferta imobiliária e com isso fixar e atrair munícipes, contrariando o acelerado envelhecimento e a diminuição da população residente. De resto, esta proposta, se tivesse sido viabilizada, traduzir-se-ia num sério contributo para combater a especulação imobiliária e a fuga de muitas famílias para concelhos vizinhos, que têm oferta habitacional a preços bem mais reduzidos e uma política fiscal mais atrativa do que a praticada em Albergaria, nomeadamente com taxa zero de participação no IRS.

 

Promoveram a frequência de creches a preços mais acessíveis, designadamente através da celebração de protocolos com as IPSS? Promoveram a frequência de centros de convívio, de centros de dia e de lares de idosos a preços mais convidativos, recorrendo também à celebração de protocolos com as IPSS?

A resposta é… não. E nem disso se lembraram já que parecem mais focados em organizar festas e festanças.

 

Têm aprofundado o apoio financeiro às IPSS, na mesma proporção do aumento do salário mínimo ao longo destes últimos anos?

A resposta é, de novo, esclarecedora: não.

 

Têm promovido o acesso à Saúde de proximidade quer mantendo as extensões de saúde ou, em alternativa, facultando transporte gratuito às populações, mormente ao segmento da população mais idosa e desprotegida?

A resposta é não. Bem pelo contrário. Têm dificultado esse acesso por omissão e por não cumprirem com as vossas atribuições justamente nas áreas dos transportes e das comunicações.

 

Têm promovido o investimento necessário para conservar as infraestruturas e as vias municipais?

A resposta é, de novo, não. Inclusivamente, as condições das infraestruturas e das vias municipais conheceram, convosco, acelerada degradação.

 

Se juntarmos a este quadro o vosso chumbo à nossa proposta para a construção de um Parque Verde Urbano, uma genuína mais-valia vocacionada para o aumento da qualidade de vida das Famílias, sem que os Senhores tenham detalhado QUANDO e COMO avançarão com a vossa alternativa, fica claro que vos falta visão e estratégia para inverter o atual estado de coisas. E isso deve preocupar todos os albergarienses.» (sic)

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Da ação do PSD/Albergaria na Assembleia Municipal.

Importa renovar este compromisso de nos mantermos como voz crítica mas liderante, que...

por alho_politicamente_incorreto, em 27.02.20

Foto retirada daqui

 

A Assembleia Municipal (AM) assume um importante papel de fiscalização do executivo, acompanhando e escrutinando a atividade da Câmara Municipal

Neste enquadramento, o Grupo Municipal do PPD/PSD da AM adotou, desde o início do atual mandato, a incumbência de ser uma oposição que, de forma serena mas assertiva, lidera pelas ideias, pelas soluções e pela iniciativa.

Quando, por exemplo, muitos ignoravam (ou fingiam desconhecer) a degradação da rede concelhia de prestação de cuidados de saúde, fomos nós que, isolados, avisámos para os perigos que prenunciava a ausência de estratégia para o setor deste executivo camarário. Por essa razão, na sessão do passado mês de novembro, foi o PPD/PSD a propor a todas as forças partidárias com assento na AM a votação de uma moção que se insurgia contra a degradação dos equipamentos concelhios e a insuficiência de recursos humanos, afirmando o imperativo de garantir, a todos os albergarienses, Médico de Família. A moção, note-se, acabou aprovada por unanimidade. Também aí liderámos.

Mas liderámos igualmente na propositura de medidas para o Ambiente e quando, além de apontarmos falhas sistemáticas na recolha diária dos resíduos urbanos, na limpeza e higienização dos contentores, aduzimos propostas de resolução alternativas. Cumulativamente, levámos à discussão problemas concretos de todas as freguesias, obrigando o executivo a explicar-se.

Outros casos onde a nossa ação prevaleceu por meio de propostas que, efetivamente, concretizaram o chavão de “colocar as pessoas no centro da ação política” ou de que “as pessoas devem (mesmo) vir primeiro”:

  • Transmissão online das sessões da Assembleia Municipal.A nossa proposta, chumbada pela atual maioria do CDS, lembrava que os níveis de abstenção e de alheamento dos cidadãos para com a Política atingiram cifras inauditas, urgindo, por isso, dar início a uma nova forma de comunicar e de interagir com os nossos munícipes e eleitores. A transmissão online das sessões promoveria um maior e mais sistemático escrutínio da ação de todos e de cada um dos membros da AM, facilitando o acesso a dados tão relevantes como a assiduidade, a frequência e o conteúdo das suas intervenções. De resto, a gravação das sessões consubstanciaria a melhor forma de garantir que as mesmas estariam disponíveis a todos os interessados, visando assegurar o direito fundamental à informação dos cidadãos e o princípio democrático de fiscalização popular dos atos públicos.

A transmissão online das reuniões da nossa AM é certa. Será apenas uma questão de tempo. E de (outros) protagonistas.

  • Construção de habitação a custos controlados.O PSD/Albergaria apresentou igualmente uma proposta que visava recomendar ao atual executivo camarário que, em alternativa à venda, ao mercado privado, do Lote nº 13 na Vila das Laranjeiras - que permite construção tipo plurifamiliar com cave + 5 pisos - ali efetuasse a construção de Habitações a Custos Controlados, destinada a jovens casais por forma a aumentar a oferta imobiliária e com isso fixar e atrair munícipes, contrariando o acelerado envelhecimento e diminuição da população residente. Ademais, esta proposta, se tivesse sido viabilizada, traduzir-se-ia num sério contributo para combater a especulação imobiliária e a fuga de muitas famílias para concelhos vizinhos, que têm oferta habitacional a preços mais reduzidos e uma política fiscal muito mais atrativa do que a praticada em Albergaria, nomeadamente com taxa zero de participação no IRS.

A maioria do CDS também chumbou esta proposta. Ficou só, isolada, caída, sem apelo nem agravo, nas entranhas das suas incoerências.

  • Construção de um Parque Verde Urbano.O PSD/Albergaria propôs ainda ao atual executivo camarário que recuperasse e executasse o projeto existente para o Parque Verde da Cidade, no âmbito da criação de uma Unidade de Execução que compreendesse a Zona Desportiva, definida pela área entre o Pavilhão Gimnodesportivo, Piscina Municipal, Escola Básica de Albergaria e ETAR.

Infelizmente, devido ao chumbo da maioria, não foi possível viabilizar a proposta de um parque verde, uma opção que teria a virtude de dinamizar toda a urbe, uma genuína mais-valia centrada nas pessoas. Aliás, a nossa disponibilidade para inclusivamente alterar a redação da proposta bem como discutir outras localizações possíveis para o parque, esbarrou na inflexibilidade de quem aparenta estar na Política para destruir em vez de construir.

 

Concluo renovando este compromisso de nos mantermos como voz crítica mas liderante, que não deixará sem proposta os problemas que identifica.

Enfrentamos uma conjuntura adversa, pautada por um simplismo demagógico e por uma falsa perceção de proximidade, de contornos vincadamente populistas. Um quadro potenciado por uma insuficiente diversidade informativa, que limita - e, em muitos casos, distorce - o esclarecimento dos albergarienses. O PPD/PSD pode, por isso, orgulhar-se do seu Grupo Municipal na AM, que não esmorece nem claudica na defesa dos albergarienses, independentemente de maiorias conjunturais.

José Manuel Alho*

*(Líder do Grupo Municipal do PPD/PSD na Assembleia Municipal)

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