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Da ação do PSD/Albergaria na Assembleia Municipal.

Importa renovar este compromisso de nos mantermos como voz crítica mas liderante, que...

por alho_politicamente_incorreto, em 27.02.20

Foto retirada daqui

 

A Assembleia Municipal (AM) assume um importante papel de fiscalização do executivo, acompanhando e escrutinando a atividade da Câmara Municipal

Neste enquadramento, o Grupo Municipal do PPD/PSD da AM adotou, desde o início do atual mandato, a incumbência de ser uma oposição que, de forma serena mas assertiva, lidera pelas ideias, pelas soluções e pela iniciativa.

Quando, por exemplo, muitos ignoravam (ou fingiam desconhecer) a degradação da rede concelhia de prestação de cuidados de saúde, fomos nós que, isolados, avisámos para os perigos que prenunciava a ausência de estratégia para o setor deste executivo camarário. Por essa razão, na sessão do passado mês de novembro, foi o PPD/PSD a propor a todas as forças partidárias com assento na AM a votação de uma moção que se insurgia contra a degradação dos equipamentos concelhios e a insuficiência de recursos humanos, afirmando o imperativo de garantir, a todos os albergarienses, Médico de Família. A moção, note-se, acabou aprovada por unanimidade. Também aí liderámos.

Mas liderámos igualmente na propositura de medidas para o Ambiente e quando, além de apontarmos falhas sistemáticas na recolha diária dos resíduos urbanos, na limpeza e higienização dos contentores, aduzimos propostas de resolução alternativas. Cumulativamente, levámos à discussão problemas concretos de todas as freguesias, obrigando o executivo a explicar-se.

Outros casos onde a nossa ação prevaleceu por meio de propostas que, efetivamente, concretizaram o chavão de “colocar as pessoas no centro da ação política” ou de que “as pessoas devem (mesmo) vir primeiro”:

  • Transmissão online das sessões da Assembleia Municipal.A nossa proposta, chumbada pela atual maioria do CDS, lembrava que os níveis de abstenção e de alheamento dos cidadãos para com a Política atingiram cifras inauditas, urgindo, por isso, dar início a uma nova forma de comunicar e de interagir com os nossos munícipes e eleitores. A transmissão online das sessões promoveria um maior e mais sistemático escrutínio da ação de todos e de cada um dos membros da AM, facilitando o acesso a dados tão relevantes como a assiduidade, a frequência e o conteúdo das suas intervenções. De resto, a gravação das sessões consubstanciaria a melhor forma de garantir que as mesmas estariam disponíveis a todos os interessados, visando assegurar o direito fundamental à informação dos cidadãos e o princípio democrático de fiscalização popular dos atos públicos.

A transmissão online das reuniões da nossa AM é certa. Será apenas uma questão de tempo. E de (outros) protagonistas.

  • Construção de habitação a custos controlados.O PSD/Albergaria apresentou igualmente uma proposta que visava recomendar ao atual executivo camarário que, em alternativa à venda, ao mercado privado, do Lote nº 13 na Vila das Laranjeiras - que permite construção tipo plurifamiliar com cave + 5 pisos - ali efetuasse a construção de Habitações a Custos Controlados, destinada a jovens casais por forma a aumentar a oferta imobiliária e com isso fixar e atrair munícipes, contrariando o acelerado envelhecimento e diminuição da população residente. Ademais, esta proposta, se tivesse sido viabilizada, traduzir-se-ia num sério contributo para combater a especulação imobiliária e a fuga de muitas famílias para concelhos vizinhos, que têm oferta habitacional a preços mais reduzidos e uma política fiscal muito mais atrativa do que a praticada em Albergaria, nomeadamente com taxa zero de participação no IRS.

A maioria do CDS também chumbou esta proposta. Ficou só, isolada, caída, sem apelo nem agravo, nas entranhas das suas incoerências.

  • Construção de um Parque Verde Urbano.O PSD/Albergaria propôs ainda ao atual executivo camarário que recuperasse e executasse o projeto existente para o Parque Verde da Cidade, no âmbito da criação de uma Unidade de Execução que compreendesse a Zona Desportiva, definida pela área entre o Pavilhão Gimnodesportivo, Piscina Municipal, Escola Básica de Albergaria e ETAR.

Infelizmente, devido ao chumbo da maioria, não foi possível viabilizar a proposta de um parque verde, uma opção que teria a virtude de dinamizar toda a urbe, uma genuína mais-valia centrada nas pessoas. Aliás, a nossa disponibilidade para inclusivamente alterar a redação da proposta bem como discutir outras localizações possíveis para o parque, esbarrou na inflexibilidade de quem aparenta estar na Política para destruir em vez de construir.

 

Concluo renovando este compromisso de nos mantermos como voz crítica mas liderante, que não deixará sem proposta os problemas que identifica.

Enfrentamos uma conjuntura adversa, pautada por um simplismo demagógico e por uma falsa perceção de proximidade, de contornos vincadamente populistas. Um quadro potenciado por uma insuficiente diversidade informativa, que limita - e, em muitos casos, distorce - o esclarecimento dos albergarienses. O PPD/PSD pode, por isso, orgulhar-se do seu Grupo Municipal na AM, que não esmorece nem claudica na defesa dos albergarienses, independentemente de maiorias conjunturais.

José Manuel Alho*

*(Líder do Grupo Municipal do PPD/PSD na Assembleia Municipal)

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Dia Escolar da Não Violência e da Paz.

por alho_politicamente_incorreto, em 30.01.20

Se educar, apesar das dificuldades, é desafiador e aliciante, educar para a paz é ainda mais motivador.


As questões que usualmente se colocam — o que é a Paz; como integrá-la na comunidade escolar — são pertinentes mas de resposta difícil de construir, para crianças em idade pré-escolar, particularmente aquelas que viveram situações de conflito.

A Paz não é apenas a ausência de conflito, é muito mais do que isso; é sentirmo-nos bem connosco e com os outros. Saber de onde vimos e para onde vamos; perceber que a vida tem sentido; saber que o nosso lugar no mundo é único.

A educação em valores e para os valores desempenha um papel fundamental na Formação Pessoal e Social, devendo ser preponderante no processo educativo, “pois tem a ver com a forma como a criança se relaciona consigo própria, com os outros e com o mundo, num processo que implica o desenvolvimento de atitudes e valores” (in Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, ME, 1997).

Nós, educadores, ao trabalharmos esta área, necessitamos de ter objetivos claros, utilizar métodos ativos assentes nas situações do dia a dia de modo a manter as seguintes atitudes:
• o estar atento;
• o estabelecer diálogos com as crianças sobre conflitos que possam surgir;
• o manifestar compreensão e respeito pelas crianças;
• o saber ouvir;
• o ter paciência;
• o ter bom humor;
• o criar um clima de segurança, afetividade, empatia, alegria, harmonia e Paz.

Na instituição onde trabalho já realizámos uma atividade que nos parece ir ao encontro dos pressupostos aqui enunciados. Tratou-se, pois, de um projeto de abordagem à interculturalidade cuja temática sobre a paz estava presente por ser inerente à dinâmica do tema. A frequência da instituição por crianças de diferentes proveniências, culturas e etnias foi propiciador e inspirador para a realização deste projeto pedagógico que desenvolvemos ao longo do ano letivo. Aqui deixamos, no entanto, a ideia de que quaisquer que sejam as circunstâncias e requisitos é sempre possível a abordagem deste tema. Lembremo-nos que temos sempre responsabilidade no modo com educamos as crianças. Se se sentirem amadas e respeitadas, terão atitudes semelhantes quando adultos.

Elsa Raposo

retirado daqui

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PETIÇÃO - Descontos da ADSE devem passar de 14 para 12 meses.

Um escândalo pela sua imoralidade, que persiste apesar de todos os avisos e recomendações.

por alho_politicamente_incorreto, em 27.01.20

Para: Assembleia da República, Senhor Presidente da Assembleia da República,

Os beneficiários titulares da ADSE estão sujeitos ao pagamento do desconto para a ADSE de 3,5% sobre a sua remuneração base, pensão ou reforma, subsídio de férias e subsídio de Natal.

Em 2007, a taxa de desconto passou para 1,5% para os beneficiários titulares no ativo e 1% para os aposentados e reformados com pensão superior a 1,5 * RMMG (valor atualizado anualmente até perfazer 1,5%). Os descontos passaram nessa data a constituir receita própria da ADSE.


Em 2011, os descontos dos funcionários públicos para a ADSE passaram a incidir sobre os subsídios de férias e de Natal, ou seja, os descontos deixaram de incidir sobre 12 meses, e passaram a incidir sobre 14 meses.


Em 2013, a taxa de desconto passou para 2,25%, para todos os beneficiários titulares no ativo e para os aposentados e reformados com reforma superior ao valor da RMMG.


Em 2014, a taxa de desconto passa para 2,5% e posteriormente para 3,5%, para todos os beneficiários titulares no ativo e para os aposentados e reformados com reforma superior ao valor da RMMG.


O atual desconto mensal de 3,5% sobre a remuneração base, pensão ou reforma, subsídio de férias e de Natal, criado no tempo da Troika, efetivamente corresponde a uma taxa de 4,08% da remuneração base mensal bruta, o que se traduz numa despesa muito onerosa e injustificada para os seus beneficiários.

Em relatório de auditoria de 2019, o Tribunal de Contas defende que os funcionários públicos e pensionistas do Estado devem passar a descontar sobre 12 meses por ano para a ADSE e não sobre os atuais 14 meses, sendo certo que um ano tem 12 meses, e não existe qualquer justificação para a cobrança incidir sobre 14 meses.

Pelo exposto, e nos termos do número 1 do artigo 52 da Constituição da República Portuguesa, os peticionários solicitam que a Assembleia da República sujeite a votação petição, no sentido de, como é de justiça e de direito, os descontos sobre a ADSE passarem a incidir sobre 12 meses, e não sobre os 14 atualmente em vigor.

 

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A todos os leitores e fiéis seguidores...

por alho_politicamente_incorreto, em 23.12.19

BoasFestas.jpg

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A OPERAÇÃO «AJUSTE SECRETO»

Esta Assembleia Municipal (AM), por dever e obrigação legais, fiscaliza e escrutina a ação do executivo.
Por essa razão, não nos podemos furtar aos nossos deveres, particularmente quando é notícia que o Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito da Operação “Ajuste Secreto”, é dado, segundo os media nacionais, como «acusado de um crime de corrupção passiva e outro de falsificação de documentos, juntamente com o funcionário da autarquia que fiscalizou a obra e sobre quem recaem os mesmos ilícitos.» (sic),

Em causa estará, segundo o JN, na sua edição online de 22 de novembro, «a pavimentação de uma via de acesso a uma empresa situada na zona industrial de Albergaria-a-Velha, numa área de cerca de 180 metros quadrados, que o autarca mandou fazer sem qualquer procedimento contratual e que terá custado cerca de 4 mil euros.» (sic)

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), «consultada pela Lusa, o dono da empresa insistiu junto do presidente da Câmara que acedeu a realizar o trabalho em troca do apoio à sua candidatura às eleições de 2017, integrando a lista de apoiantes do CDS. A obra terá sido realizada em maio de 2017 pela Paviazeméis, coarguida no processo(…)» (sic).

Ainda segundo o JN, «O MP diz que o presidente da Câmara de Albergaria praticou "atos contrários aos seus deveres, omitindo atos próprios das suas funções, patrocinando interesses de particulares em prejuízo do erário publico".» (sic)

Não queremos fazer Política com a Justiça. Não contem connosco, para atuações assentes em lógicas de justiça de pelourinho. Qualquer um de nós é filho, é pai, é marido, é irmão, é, em suma, cidadão presumido INOCENTE até sentença transitada em julgado. E não o contrário. E são as garantias de, efetivamente, vivermos segundo as regras de um Estado de Direito que nos separam da lei da selva.


Alguém, neste país, já disse que, para se ser arguido, basta estar vivo. Em certa medida, até poderá ser verdade.
Ademais, cumpre notar que o tempo da Justiça não corresponde ao tempo da Política.

Confiemos, por isso, que a Justiça fará o seu trabalho. Confiemos que a Verdade será apurada, com garantias de um processo justo e leal.

Expurgada a questão judicial, este é também um caso iminentemente político. E porquê? Porque o Senhor NÃO foi constituído arguido devido a uma discussão de trânsito ou na sequência de um desentendimento com um vizinho. NÃO. Nada disso. O Senhor António Loureiro foi acusado por factos que decorrem do exercício das suas funções enquanto Presidente da Câmara Municipal de Albergaria. E a partir daí o assunto é político e impõem-se explicações.


Em consequência, importa saber:
1. Quando é que foi constituído arguido?
2. Acha necessário informar esta AM do que, em bom rigor, está em causa? - disse.

 
 
 

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A MINHA INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL SOBRE SAÚDE.

por alho_politicamente_incorreto, em 02.12.19

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Partilho convosco o teor da minha intervenção na Assembleia Municipal, no período antes da ordem do dia, até porque, num tempo em que os níveis de abstenção e de alheamento dos cidadãos para com a Política atingem cifras inauditas, urge dar início a uma nova forma de comunicar e de interagir com os nossos munícipes e eleitores. Sobressai, por isso, o imperativo de instituir um registo próximo, porque chega a todos; e sério, porque traz para a ação política o que realmente interessa. Foi então assim:

«Infelizmente, o tempo, como o azeite, voltou a dar-nos razão. Os problemas da Saúde no nosso Concelho, apesar de tantos e tão repetidos alertas aqui deixados pelo PSD/Albergaria, mais do que não terem sido resolvidos, agravaram-se seriamente.


Na última Assembleia Municipal (AM), o Senhor Presidente ensaiou aquele número com emails trocados com gente importante, reuniões e todo o tipo de promessas. Mesmo depois de tanto esforço, Albergaria voltou a ser notícia nos media nacionais. Os albergarienses não merecem isto que lhes estão a fazer. Não são cidadãos de segunda. Pagam impostos. Têm direitos. Merecem respeito.


A Câmara Municipal e o Senhor, enquanto Presidente da edilidade, podiam – e deviam! – ter feito mais em favor das Pessoas. Para hoje, não sei se encenou mais um número semelhante ao apresentado na sessão da AM de Angeja para escapar às responsabilidades ou se vai insistir em repetir que nada faz – nem fará – porque não é competência do Município.


Essa atamancada tese, volto a repeti-lo nesta Assembleia, nunca poderia justificar tamanha omissão, mesmo acenando com promessas miraculosas, que sabe não poder cumprir. Desde logo porque:

- João Agostinho Pereira, o seu antecessor no cargo, decidiu suportar as despesas com as obras de ampliação do centro de Albergaria, embora fosse competência do Ministério da Saúde. Aliás, a partir do mandato 2002-2005, foram também feitos avultados investimentos na Extensão de Saúde da Ribeira de Fráguas, Unidade de Saúde da Branca, entre outros do mesmo setor.
- O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
- De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.


Por fim, a prova de que o Senhor podia ter socorrido as populações, porque também é da sua competência, foi: a celebração de protocolo, relativo à USF de Angeja, onde o Município assume, preto no branco, responsabilidades partilhadas com a Administração Regional de Saúde. É possível enganar muita gente durante muito tempo, mas já não é suportável enganar toda a gente todo o tempo.

Em face do quadro que acabo de desmontar, exorto-o com uma proposta que visa socorrer os albergarienses quando não há estratégia para a Saúde, mormente através de um Plano Municipal de Saúde, como já acontece em Sever do Vouga. A PROPOSTA é:

- Como o governo do PS falha no cumprimento das suas obrigações tutelares na Saúde, propomos que faça o que os outros já fizeram e fazem: avance, em nome da Câmara Municipal, com as obras. Faça o bem. Em nomes dos albergarienses. - disse» (sic)

 

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Numa lógica de proximidade e de prestação de contas, partilho convosco a minha intervenção na Assembleia Municipal no âmbito da apreciação e votação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2020.

Assim foi:

«Senhor Presidente da Câmara,
É, de facto, olhando para as Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento para 2020, que percebemos o retrocesso a que o nosso Concelho tem sido votado desde que V. Exª. lidera o executivo camarário.

Albergaria, só é hoje é uma Câmara Municipal reconhecida pelo trabalho desenvolvido na área do Desporto pela herança que o Senhor recebeu em 2013. Lembremos, por isso, os relvados, os novos pavilhões, as piscinas e os m² de área desportiva/por habitante MUITO acima da média nacional. Os relvados de Albergaria e da Branca, quando foram colocados, eram o melhor que havia no mercado - FIFA 5 estrelas. Foi uma aposta na qualidade.

E é também o caso, absolutamente paradigmático, de um Programa de Apoio ao Associativismo, que ainda hoje dura, sem alteração de uma simbólica vírgula.

Mas, recentrando a minha intervenção nas GOP para 2020, retomo a questão da Saúde.

Como pudemos constatar, a revolta voltou a tomar conta dos utentes do Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha, que teve de ser encerrado devido à falta de condições de segurança. Uma vergonha para quem sente e ama a sua terra.

 

Tendo presente que as instalações são da responsabilidade do Ministério da Saúde, caberia ao Sr. Presidente da Câmara Municipal, ter tido uma posição mais assertiva e consequente junto do Governo, em nome do superior interesse de todos os albergarienses. Precisávamos, como disse em Angeja, de um Presidente de Câmara com peso político e institucional junto do poder central.

 

Assim, persiste a dúvida sobre se haverá, efetivamente, uma Política concelhia para a Saúde ou se, na verdade, estamos condenados a curvarmo-nos às decisões de Lisboa, que, como estamos a sentir, causam graves prejuízos à população de todo o Concelho.

 

De facto, e tendo por base as Grandes Opções do Plano do Município de Albergaria-a-Velha para 2020, verifica-se que estão previstos zero euros (!!) para a “Beneficiação de Extensões de Saúde”. Porém, no Município vizinho de Águeda, a situação é bem diferente, na medida em que a edilidade aguedense contemplou uma verba superior a 285 mil euros (!) para a «Requalificação do Centro de Saúde de Águeda» a realizar justamente em 2020.

 

Fica, assim, bem patente, a completa inação e desvalorização a que foi votado o setor da Saúde pelo executivo liderado por si, Senhor António Loureiro. A gestão dispensada ao sagrado setor da Saúde, pautada pela omissão contumaz, tem causado toda a sorte de prejuízos aos albergarienses, na medida em que não assegura a necessidade urgente de beneficiação dos diversos equipamentos, bem como não garante a manutenção regular dos espaços envolventes, permitindo, inclusivamente, o encerramento da Unidade de Saúde de Valmaior.

 

O Sr. Presidente da Câmara, quando apertado pelas populações e confrontado com as suas promessas por cumprir, diz-se muito preocupado com as questões relacionadas com a Saúde. Porém, as suas palavras não condizem com os seus atos, até porque, observados os Documentos Previsionais para o Ano 2020, o único financiamento definido é de TÃO-SOMENTE 100,00€ para a Unidade de Saúde do Baixo Vouga, acrescidos de 100,00€ (!) para a Execução de Infraestruturas junto à Unidade de Saúde de Angeja. Sobressai, de novo, o desprezo a que foi votada a Saúde pelo executivo liderado por si, Senhor António Loureiro.

 

Em face do quadro que acabo de desmontar, exorto-o, de novo, com a PROPOSTA que apresentei anteriormente e que visa socorrer os albergarienses quando não há estratégia para a Saúde, mormente através de um Plano Municipal de Saúde, como já acontece em Sever do Vouga.

 

A PROPOSTA, repito, é:

- Como o governo do PS falha no cumprimento das suas obrigações tutelares na Saúde, propomos que faça o que os outros já fizeram e fazem em favor das populações que juraram defender: avance, em nome da Câmara Municipal, com as obras. Faça o bem. Em nomes dos albergarienses. Está ao seu alcance. Mas faça-o somente se tiver vontade. - disse» (sic)

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Porque hoje é sexta-feira.

por alho_politicamente_incorreto, em 08.11.19

 

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Centro de Saúde: narrativas alinhadas mas... com pés de barro.

por alho_politicamente_incorreto, em 31.10.19

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Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:

  1. João Agostinho Pereira, o antecessor de António Loureiro no cargo, decidiu suportar as despesas com a ampliação daquele mesmo centro, embora fosse competência do Ministério da Saúde.
  2. O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
  3. De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.

 

Na sequência do que aqui escrevi,  percebe-se que o executivo camarário, liderado por António Loureiro, e Pedro Almeida, responsável pelo ACES do Baixo Vouga, consensualizaram que o Centro de Saúde «é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde».

Fica para mais tarde a explicação que ajudará a compreender, contextualizando, tão acérrimo alinhamento de posições.

De resto, o que se pode concluir é que, com este argumentário, ambos ficam mal na foto do julgamento da opinião pública, assente no calejado senso comum dos cidadãos contribuintes.

Dando de barato que a coisa será assim tão linear, um e outro merecerão forte censura pública pois, com tantos e tão antigos alertas, não se distinguirá a omissão da inação. Se a uma das partes caberia resolver; à outra incumbiria, pelo menos, pressionar e disponibilizar recursos que ajudassem à resolução ATEMPADA do(s) problema(s).

A verdade é que em múltiplas ocasiões tenho abordado, neste espaço ou na Assembleia Municipal (pelo PSD), diversas questões que, infelizmente, contendem com a desvalorização a que foi votado setor não crucial para a qualidade de vida dos albergarienses. Dissemos, após visita, em maio passado, àquela infraestrutura, que urgia, sem outros expedientes dilatórios ou desculpabilizantes, encontrar soluções para os problemas mais prementes:

  • Centenas de utentes de Valmaior sem médico de família;
  • Carência de pessoal administrativo;
  • Beneficiação urgente das instalações, assegurando a manutenção regular dos espaços envolventes.

 

Denunciado tão clamoroso descaso, houve logo quem, nos dias a seguir à nossa visita, se tenha apressado a sacudir a água do capote, refugiando-se no (atamancado) argumento “não é competência da Câmara Municipal”. Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:

  1. João Agostinho Pereira, o antecessor de António Loureiro no cargo, decidiu suportar as despesas com as obras de ampliação daquele mesmo centro, embora fosse competência do Ministério da Saúde.
  2. O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
  3. De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.

 

Isto é, quando há vontade política, o atual executivo até faz o que dele se espera. Na área da Saúde, a vontade para fazer melhor em favor das pessoas é que não parece ser muita…

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A degradação da Saúde em Albergaria

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Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 

 

Ontem, na sua página do Facebook, o Jornal de Albergaria (JA) noticiava «O Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha foi encerrado, por falta de condições de segurança, pela ACES. Os populares afirmam que chove dentro do edifício, havendo vários baldes para “apanhar” a água que vai caindo pelo teto e paredes, poças de água de dimensão considerável.« De seguida, lia-se: «Perante as parcas condições de segurança, a recolha de sangue também foi cancelada.»

Como de costume, houve logo, segundo o mesmo jornal, quem se apressasse a garantir que «este é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde», rematando o JA «Foi o responsável pelo ACES Baixo Vouga (Agrupamento de Centros de saúde), Dr. Pedro Almeida, quem mandou encerrar o edifício.» (sic)

Como a degradação daquele equipamento vem sendo notícia desde há largo tempo, não deixa de ser (ainda mais) censurável a assunção de responsabilidades por aquele responsável do ACES do Baixo Vouga. Há muito que se sabe que a população está a ser prejudicada por tamanha inação, evidência que deveria ter obrigado os envolvidos, em tempo oportuno, a escolher uma de duas opções:

ou

1. se sentem capazes de resolver o problema e... resolvem-no!

ou

2. retiram consequências da sua incapacidade e agem em conformidade, dando o lugar a quem saiba e possa pôr termo a tão vexatório degredo, que os albergarienses nunca mereceram.

Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 

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